Às vezes chega como sussurro constante e contínuo, às vezes chega feito furacão.
Quando é furacão, devasta. Simplesmente e sem anúncio descarado, vai e faz vento para os passos atrás que varrem o que houver, o que havia.
Quando é sussurro, avisa. Mostra. Indica, aponta, desenha. Em contínuo e progressivo processo, até ir. E vai. Não deixa destruição, deixa incredulidade.
Às vezes, há dentro de mim um sentimento muito, muito maior que eu.
Desta vez, é murmúrio, é tranquilo, é constante. Diz que já foi - que já passou, que já acabou - só me faltou ainda ver, e por isso, não se cala.
Senta ao meu lado, assopra em meus olhos, abre com os dedos de vento minhas pálpebras: -"olha".
E vejo.
Vazio. Silêncio, calma, paz. E vazio.
E lá no fundo, às vezes, há dentro de mim um sentimento maior que eu. Que viu. Que sabe. É, foi, e será sempre, assim: Silêncio, calma, paz. E vazio.
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