Enxergamos aquilo que queremos ver. Deixamo-nos guiar por nossos sonhos e expectativas, ainda que não consigamos percebê-las de todo. Nossas atitudes são fundamentadas em nossas crenças, e, principalmente, naquilo que queremos acreditar como verdade. Acredite que seus projetos são viáveis, e você caminhará para viabilizá-los. Acredite que não são, e você não sairá do lugar. Acredite que as pessoas em seu trabalho não te aceitam, e você se verá atuando para ser aceito independente da realidade ser ou não a que você acredita.
Acredite que há cura, e você caminhará para encontrá-la. O maior universo existente é aquele que criamos para nós mesmos. Acredite que alguem se preocupa com você, e você se verá o tempo inteiro tentando tranquilizar essa pessoa, talvez, até o ponto de perder seu próprio sono.
Acredite que pode, e você poderá até morrer tentando. Acredite que não é possível, e você não conseguirá dar um passo sequer.
Já estive em um tempo onde acreditei que são as nossas atitudes que nos definem como pessoa, porém, hoje sei que o que define nossas atitudes são as nossas crenças, portanto, é no que acreditamos que nos faz ser quem somos. O fantástico é percebermos que temos o poder de escolher no que acreditamos, assim sendo, temos o poder de escolhermos a pessoa que somos e seremos.
Aproxima-se um novo ano, onde muita gente se vê diante de resoluções de ano novo, tudo o que pretendem fazer, mudar e criar no ano que vem. Mas digo, correndo ainda o risco de ser prepotente, que nada mudará, se não mudarem suas crenças. Planos para mudar de emprego, de cidade, de fazer exercícios, de se alimentar melhor, de ser mais aberto, de seja lá o que for, cairão por terra se você não puder acreditar que é capaz ou que existe um sentido em se fazer qualquer uma dessas coisas. O que você acredita ser capaz e o que você acredita ser importante são o que te define como pessoa, são o que define as fronteiras de suas capacidades.
E embora exista um limitação por sermos humanos, simplesmente humanos, a sua definição do que é ser humano pode te levar por fronteiras longínquas e infinitas, ou te fazer paralizar no exato lugar em que você está nesse instante.
Sim, a fé remove montanhas. E pode até movimentar a nós mesmos.
Feliz 2011.
Porquê: Eu sou uma alma livre presa em um corpo, mas não limitada por ele.
23 de dez. de 2010
9 de dez. de 2010
Feliz Natal
Mais que um Natal feliz, onde as pessoas que se gostam estejam juntas e compartilhem de doces momentos e refeições, desejo um Natal pra dentro de cada um, onde se reconheçam os valores individuais das coisas realmente importantes, onde renasça a confiança em si mesmo, onde a caridade e boa vontade possam existir sem bloqueios, ressentimentos, tristezas ou culpas.
Que nesse Natal, cada um possa olhar pra si mesma e renascer, renovar a autoconfiança, o amor próprio, reconhecer seus próprios anseios, desejos e expectativas sem medo das coisas que vai ver.
Que as pessoas que decidam estar juntas realmente estejam, não com ilusões e fantasias, mas com o coração e alma presentes. Que a realidade faça parte da festa.
Desejo que as prendas não sejam importantes, a não ser aquelas prendas que a gente mesmo se dá, as chances e oportunidades que damos à nós mesmos e as pessoas que nos são importantes.
Que o Natal sirva como o preparo do terreno para o novo ano, e que este venha de encontro com a verdade de cada um.
Que nesse Natal, cada um possa olhar pra si mesma e renascer, renovar a autoconfiança, o amor próprio, reconhecer seus próprios anseios, desejos e expectativas sem medo das coisas que vai ver.
Que as pessoas que decidam estar juntas realmente estejam, não com ilusões e fantasias, mas com o coração e alma presentes. Que a realidade faça parte da festa.
Desejo que as prendas não sejam importantes, a não ser aquelas prendas que a gente mesmo se dá, as chances e oportunidades que damos à nós mesmos e as pessoas que nos são importantes.
Que o Natal sirva como o preparo do terreno para o novo ano, e que este venha de encontro com a verdade de cada um.
4 de dez. de 2010
Consciência
Não sou mais a mesma, e me pergunto quem é.
Acho que mesmo as árvores que permanecem sempre no mesmo lugar acabam por sofrer também suas transformações. É muito mais uma questão do quanto estamos conscientes de todas as mudanças que acontecem conosco. As vezes pode parecer que muita coisa aconteceu mas que estamos parados no mesmo lugar, o que é na verdade só uma impressão. Mesmo quando nada acontece, acontece alguma coisa, ainda que seja só lá dentro da gente. Nossa disponibilidade para estarmos conscientes de tudo isso que é a grande diferença.
Claro que estarmos apenas conscientes não é por si só uma solução ou uma resposta, mas ajuda. Ajuda a gente a se perceber, a sabermos quem somos, aonde estamos e o que queremos, que é o primeiro passo para buscarmos seja lá o que for.
Também acontece muitas vezes da gente pregar peças a nós mesmos, nos acomodando em situações e até imaginarmos que queremos alguma coisa só por não conseguirmos encarar conscientes a verdade de que podemos querer uma outra coisa. Daí a importância de estarmos conscientes.
E é preciso coragem para a consciência e suas conseqüências. É preciso reconhecermos nossa pequenez e grandiosidade, nosso céu e nosso inferno. No meio do caminho, conquistamos um dos bens mais preciosos que pode existir. A verdade.
Acho que mesmo as árvores que permanecem sempre no mesmo lugar acabam por sofrer também suas transformações. É muito mais uma questão do quanto estamos conscientes de todas as mudanças que acontecem conosco. As vezes pode parecer que muita coisa aconteceu mas que estamos parados no mesmo lugar, o que é na verdade só uma impressão. Mesmo quando nada acontece, acontece alguma coisa, ainda que seja só lá dentro da gente. Nossa disponibilidade para estarmos conscientes de tudo isso que é a grande diferença.
Claro que estarmos apenas conscientes não é por si só uma solução ou uma resposta, mas ajuda. Ajuda a gente a se perceber, a sabermos quem somos, aonde estamos e o que queremos, que é o primeiro passo para buscarmos seja lá o que for.
Também acontece muitas vezes da gente pregar peças a nós mesmos, nos acomodando em situações e até imaginarmos que queremos alguma coisa só por não conseguirmos encarar conscientes a verdade de que podemos querer uma outra coisa. Daí a importância de estarmos conscientes.
E é preciso coragem para a consciência e suas conseqüências. É preciso reconhecermos nossa pequenez e grandiosidade, nosso céu e nosso inferno. No meio do caminho, conquistamos um dos bens mais preciosos que pode existir. A verdade.
23 de nov. de 2010
# 3
E já não sei se o que dói é por ser noite, por ser dia,
Se é o descanso ou se é a poesia,
A distância ou a melancolia.
Se é o descanso ou se é a poesia,
A distância ou a melancolia.
18 de nov. de 2010
Pintura
E no quadro uso o amarelo gasto da sede para preencher os contornos das lembranças doces que são as raízes da minha alma, uso o azul do mar da Ponta da Praia para colocar os contornos nas ruas estreitas de Lisboa, uso também cor nenhuma para representar o vento que sopra sempre, e entre os retratos de olhos uso o castanho para pintar o tronco das árvores que ficam às margens do lago cada vez mais profundo.
Faço manchas na tela que representam as mãos envelhecidas dos abraços ternos e quentes, coloco imagens que para ninguém além de mim pode fazer sentido, como as palavras que escrevo que não possuem outra tinta senão a minha própria.
Deixo passar o tempo como que para fazer um efeito de betume por cima, sei e reconheço o que fica para trás e percebo o pouco espaço que fica para novos desenhos, rabisco por cima, reescrevo, re-invento, mudo as cores, mas as antigas permanecem como pano de fundo, a música que não para de tocar, o som constante que não aumenta, que nem mesmo está lá, mas que continua a tocar como que na cabeça da gente...
Faço manchas na tela que representam as mãos envelhecidas dos abraços ternos e quentes, coloco imagens que para ninguém além de mim pode fazer sentido, como as palavras que escrevo que não possuem outra tinta senão a minha própria.
Deixo passar o tempo como que para fazer um efeito de betume por cima, sei e reconheço o que fica para trás e percebo o pouco espaço que fica para novos desenhos, rabisco por cima, reescrevo, re-invento, mudo as cores, mas as antigas permanecem como pano de fundo, a música que não para de tocar, o som constante que não aumenta, que nem mesmo está lá, mas que continua a tocar como que na cabeça da gente...
Vácuo
São cinco da tarde, me parece ser cinco da manhã. Mais que horas trocadas, troquei também os dias, as estações do ano, o pensar, o querer e o sentir.
Se fosse madrugada, era uma madrugada daquelas onde se pensa em mergulhar em silêncio e reflexão, talvez escrever cartas falando de saudades e de solidão. Mas são cinco da tarde, e não é madrugada nem tão pouco dia, é o instante entre uma e outra coisa, onde o relógio se perde e não há definição de tempo ou de espaço.
Um mergulho no abismo do infinito, uma pausa no correr da vida e dos dias, um buraco negro que não pertence a nenhum mês, nenhum ano específico.
Saõ cinco da tarde e podia ser qualquer hora, qualquer dia, qualquer ano e qualquer lugar.
Um espaço à parte. Um mundo à parte.
Não existe nada lá fora que não exista cá dentro.
Um suspiro, um inspirar e um expirar no silêncio e tempo imóveis.
Tudo passa, só não passa o que é, o que sou, que acompanha imutável a mutação em torno de mim.
Tudo e nada numa coisa só, que é em mim.
Se fosse madrugada, era uma madrugada daquelas onde se pensa em mergulhar em silêncio e reflexão, talvez escrever cartas falando de saudades e de solidão. Mas são cinco da tarde, e não é madrugada nem tão pouco dia, é o instante entre uma e outra coisa, onde o relógio se perde e não há definição de tempo ou de espaço.
Um mergulho no abismo do infinito, uma pausa no correr da vida e dos dias, um buraco negro que não pertence a nenhum mês, nenhum ano específico.
Saõ cinco da tarde e podia ser qualquer hora, qualquer dia, qualquer ano e qualquer lugar.
Um espaço à parte. Um mundo à parte.
Não existe nada lá fora que não exista cá dentro.
Um suspiro, um inspirar e um expirar no silêncio e tempo imóveis.
Tudo passa, só não passa o que é, o que sou, que acompanha imutável a mutação em torno de mim.
Tudo e nada numa coisa só, que é em mim.
11 de nov. de 2010
3 de nov. de 2010
Receita
Está frio, e depois de ir ao supermercado e não saber muito bem o que fazer, tirei do frigorífico raviollis de espinafre com ricota. Resolvi fazer uma receita para aquecer as paredes frias, e com metade de um queijo gorgonzola e um outro chamado "castello Danablu extra creamy", juntei um pouco de alho e nozes picadas, fiz um bechamel à parte para juntar aos queijos e as nozes.
Tudo no forno para gratinar tendo antes acrescentado um pouco de uma redução de balsâmico pra ver no que dá, aproveitando o calor do forno tambem como uma lareira improvisada que aquece a casa inteira.
Com um pouco de música começo a jantar, enquanto penso em almoços cheios de risadas e de pessoas queridas com cachorros pelo meio, no Natal que se aproxima e na família que sinto saudades.
Amo vocês, e não sei se é o amor por vocês ou se foi o forno que acabou por esquentar a casa...
:)
Tudo no forno para gratinar tendo antes acrescentado um pouco de uma redução de balsâmico pra ver no que dá, aproveitando o calor do forno tambem como uma lareira improvisada que aquece a casa inteira.
Com um pouco de música começo a jantar, enquanto penso em almoços cheios de risadas e de pessoas queridas com cachorros pelo meio, no Natal que se aproxima e na família que sinto saudades.
Amo vocês, e não sei se é o amor por vocês ou se foi o forno que acabou por esquentar a casa...
:)
21 de out. de 2010
# 2
Make mistakes, but make it trying to hit, to be more, be better. Dream, but dream about the prospect of doing, to accomplish. Do not do anything for anybody, do it because you choose to do. There is no merit or achievement if there is no one to share. There is no life if there's no reason, no goal.
19 de out. de 2010
# 1
Vem dos recantos mais escondidos daquilo que em mim habita as certezas que trago em mim, e de nada adianta vir se o véu que crio serve de coberta e abrigo. Enxergar o abismo existente entre o saber e o fazer não transforma o homem que sabe no homem que realiza.
4 de out. de 2010
Ausência
Vou estar sem internet nos próximos dias, o que poderia ser uma "ausência", mas não é. Porque não existe ausência quando o coração está presente. :)
3 de out. de 2010
Saudades!
Essa manhã o dia não nasceu, veio chegando devagar e cinzento, molhando as ruas de Lisboa e fazendo barulho com o vento a ir de encontro com as casas e telhados, procurando saída entre becos e espaços.
Faz frio, mas um frio apenas de aviso, a dizer que isso é só o princípio, só um anúncio para dias ainda mais frios e cinzentos.
Entre blues, cafés e um ou outro cigarro, escuto o vento a dançar, a pregar sua religião do inverno que se aproxima, e desejo ter uma inspiração que simplesmente não vem.
Na cabeça, memórias de filmes e livros, de contos e de sonhos, coisas e imagens demais pra tentar colocar em alguma ordem ou pensamento consciente e organizado.
Uma casa que precisa de alguma arrumação, roupas que precisam secar mas não secam, uma vontade de sabe-se lá de quê. Um silêncio interior que conforta, uma paz interna que aconchega, uma saudade grande de pessoas queridas.
Saudade grande, mas saudade boa. Que trás lembranças doces que são como abraços. Lembranças de risadas, conversas, cafés e almoços. Casamentos, danças e do compartilhar de sofrimentos e tristezas. Sensação boa a de saber presentes ou ausentes, a certeza de estar só e nem por isso sozinha.
Mais que isso, é a sabedoria de cada momento vivido e vivido com verdade, com presença absoluta do corpo, da alma e do coração. A vontade de transmitir essa verdade, a de que a saudade é como a lareira que aquece o inverno que chega.
Talvez eu nunca tenha estado tão longe, e ao mesmo tempo, nunca tenha estado tão perto.
Estou suficientemente perto para inclusive, dar e sentir um abraço, estou dando o abraço, sentindo o abraço mesmo agora. E o que é o amor, senão isso?
(Saudades de vocês!)
Faz frio, mas um frio apenas de aviso, a dizer que isso é só o princípio, só um anúncio para dias ainda mais frios e cinzentos.
Entre blues, cafés e um ou outro cigarro, escuto o vento a dançar, a pregar sua religião do inverno que se aproxima, e desejo ter uma inspiração que simplesmente não vem.
Na cabeça, memórias de filmes e livros, de contos e de sonhos, coisas e imagens demais pra tentar colocar em alguma ordem ou pensamento consciente e organizado.
Uma casa que precisa de alguma arrumação, roupas que precisam secar mas não secam, uma vontade de sabe-se lá de quê. Um silêncio interior que conforta, uma paz interna que aconchega, uma saudade grande de pessoas queridas.
Saudade grande, mas saudade boa. Que trás lembranças doces que são como abraços. Lembranças de risadas, conversas, cafés e almoços. Casamentos, danças e do compartilhar de sofrimentos e tristezas. Sensação boa a de saber presentes ou ausentes, a certeza de estar só e nem por isso sozinha.
Mais que isso, é a sabedoria de cada momento vivido e vivido com verdade, com presença absoluta do corpo, da alma e do coração. A vontade de transmitir essa verdade, a de que a saudade é como a lareira que aquece o inverno que chega.
Talvez eu nunca tenha estado tão longe, e ao mesmo tempo, nunca tenha estado tão perto.
Estou suficientemente perto para inclusive, dar e sentir um abraço, estou dando o abraço, sentindo o abraço mesmo agora. E o que é o amor, senão isso?
(Saudades de vocês!)
2 de out. de 2010
Espelho
E ao olhar no espelho, percebeu que era gente, que era carne, osso, virtudes e defeitos. Percebeu que usava roupas, e vestia-se de atitudes e conceitos.
Percebeu que sendo gente, era também sentimentos e razões. Viu que era tanto grande quanto pequena, e que também possuía casca.
Reconheceu que era quem era, e que ser quem se é não é tarefa fácil, mas possível. Porque não é preciso sorrir sempre, às vezes chorar também é importante. Nem ser forte sempre, porque existe grande força nas fraquezas.
Olhou-se no espelho, e atrás do reflexo visto, viu também inúmeros rostos, rostos que olham por sobre seus ombros na imagem refletida – e que ajudavam a compor a imagem que então via.
Ao olhar os reflexos dos rostos e o de si, sorriu, sorriu com satisfação. Ainda mais que isso, sorriu com gratidão. Era seu reflexo, sua história, e era também as pessoas em seu coração.
Percebeu que sendo gente, era também sentimentos e razões. Viu que era tanto grande quanto pequena, e que também possuía casca.
Reconheceu que era quem era, e que ser quem se é não é tarefa fácil, mas possível. Porque não é preciso sorrir sempre, às vezes chorar também é importante. Nem ser forte sempre, porque existe grande força nas fraquezas.
Olhou-se no espelho, e atrás do reflexo visto, viu também inúmeros rostos, rostos que olham por sobre seus ombros na imagem refletida – e que ajudavam a compor a imagem que então via.
Ao olhar os reflexos dos rostos e o de si, sorriu, sorriu com satisfação. Ainda mais que isso, sorriu com gratidão. Era seu reflexo, sua história, e era também as pessoas em seu coração.
30 de set. de 2010
O Por quê deste Blog:
Porque as coisas são como são, e porque a realidade de cada um é aquela que cada um escolhe.
Divagações
Nossa vida pertence apenas a nós mesmos, e a única pessoa que irá um dia responder por ela somos nós. Assim como a vida de uma outra pessoa pertence apenas à ela e não a nós. É fácil sermos o mais “bonitinho”, o mais “certinho”, o mais “normal”. Difícil é assumirmos que nem sempre somos assim, e que as vezes as coisas que queremos é diferente daquilo que teoricamente, deveríamos querer.
Assumir essas diferenças é mais do que nos assumirmos como somos, é pegarmos para nós a responsabilidade de nossas ações, independente do quanto isso possa ser compreendido ou não pelas outras pessoas.
Um erro que muitas vezes a gente comete injustamente, é nos acharmos capazes de formar uma opinião sobre uma atitude de uma pessoa. O que sabemos para formarmos essa opinião? Conhecemos assim tão bem a história da vida dessa pessoa? Conhecemos assim tão bem as fraquezas que essa pessoa tem e as motivações que essa pessoa teve?
Como é fácil formarmos uma opinião e um julgamento! E como somos injustos ao fazermos isso! Não sabemos das dores e alegrias de ninguém, não importa o quão próximos sejamos de alguém. Temos a mania de acharmos que sabemos tudo, que somos capazes de fazer julgamentos imparciais, quando na verdade estamos fazendo juízo de valores, e valores que nunca serão iguais aos nossos.
Não importa o quanto possamos saber da vida ou de nós mesmos, não sabemos nem nunca saberemos tudo a respeito de outra pessoa, e aceitarmos uma pessoa com todas as características (defeitos, virtudes e comportamentos) que aquela pessoa tem é o respeito que todo ser humano merece.
É muito fácil nos sentirmos ofendidos, magoados ou ressentidos com alguém, o difícil é percebermos que a pessoa pode não ter tido nenhuma intenção de nos atingir, pode nem mesmo ter pensado em nós, e ter agido de acordo com ela mesma. Nós tornamos coisas pessoais quando nem sempre as coisas tem relação conosco. Queremos acreditar que somos a causa de comportamentos de outras pessoas, quando na verdade, a maior causa para uma pessoa ter ou não uma atitude é a própria pessoa.
Assumir essas diferenças é mais do que nos assumirmos como somos, é pegarmos para nós a responsabilidade de nossas ações, independente do quanto isso possa ser compreendido ou não pelas outras pessoas.
Um erro que muitas vezes a gente comete injustamente, é nos acharmos capazes de formar uma opinião sobre uma atitude de uma pessoa. O que sabemos para formarmos essa opinião? Conhecemos assim tão bem a história da vida dessa pessoa? Conhecemos assim tão bem as fraquezas que essa pessoa tem e as motivações que essa pessoa teve?
Como é fácil formarmos uma opinião e um julgamento! E como somos injustos ao fazermos isso! Não sabemos das dores e alegrias de ninguém, não importa o quão próximos sejamos de alguém. Temos a mania de acharmos que sabemos tudo, que somos capazes de fazer julgamentos imparciais, quando na verdade estamos fazendo juízo de valores, e valores que nunca serão iguais aos nossos.
Não importa o quanto possamos saber da vida ou de nós mesmos, não sabemos nem nunca saberemos tudo a respeito de outra pessoa, e aceitarmos uma pessoa com todas as características (defeitos, virtudes e comportamentos) que aquela pessoa tem é o respeito que todo ser humano merece.
É muito fácil nos sentirmos ofendidos, magoados ou ressentidos com alguém, o difícil é percebermos que a pessoa pode não ter tido nenhuma intenção de nos atingir, pode nem mesmo ter pensado em nós, e ter agido de acordo com ela mesma. Nós tornamos coisas pessoais quando nem sempre as coisas tem relação conosco. Queremos acreditar que somos a causa de comportamentos de outras pessoas, quando na verdade, a maior causa para uma pessoa ter ou não uma atitude é a própria pessoa.
Raízes
Deixa-me perder em meus pensamentos um pouco, e me permitir sonhar quando eu sei que não deveria. Deixa-me tirar meus pés do chão e voar, mesmo quando sei que voltar ao chão me fará quebrar meus ossos, mas meu coração precisa desse vôo, minha alma precisa desse respiro, desse levitar das batidas do meu peito. Não importa o quão cinza seja a realidade quando abro minha janela, nem quantas histórias deixaram de ter o final feliz que eu gostaria, não importa quantas vezes a fé foi abalada ou os contos de fadas ficaram interrompidos com reticências e sem o viveram felizes para sempre. É quando sento e fecho meus olhos que vejo voar minha alma e minhas esperanças, é quando sinto todo o amor pelo mundo inteiro a bater com as batidas do meu coração, é quando a lembrança de olhares doces e sorrisos plenos me invadem, e sou feliz. Se é uma felicidade que jamais alcançarei na realidade dos meus dias não me importa, porque ao me permitir sonhar posso viver tudo aquilo que eu quiser. Não importa o quanto seja difícil, eu enxergo minhas fraquezas e covardias, enxergo meus medos e vejo tudo que tanto me custa. Mas não me custa nada, absolutamente nada sonhar e inventar na minha cabeça as histórias e finais que eu bem entender. Não me importa nada, nada, nada se eu em meu pensamento sou capaz de voar e chegar aonde eu bem entender. Se eu fosse mais racional, eu saberia que não poderia deixar-me levar. Se eu fosse mais racional, perceberia que sem quem olhasse por mim, posso me perder em qualquer esquina ou em qualquer situação, posso acabar sentada em uma calçada qualquer esperando por algum milagre ou por alguma doação, posso acabar de qualquer maneira, porque nunca fui boa em tomar conta de mim mesma, nunca me importei muito com isso, nem sei mais lidar com as coisas que antes eu sabia. Eu já soube ser suficientemente dura e fria, já soube viver entre leões e defender com os dentes meus pedaços de carne, já soube passar por cima de conceitos e lidar com um mundo selvagem, soube o suficiente para saber que não me importo mais. E eu sei que se não houver quem olhe por mim, as coisas podem realmente acabar mal, mas também pode ser que eu encontre alguma forma de equilíbrio em tudo isso. Eu não sei viver sem ouvir meu coração, e essa é a minha verdade. Eu não sei viver sem ouvir cada sussurro e cada batida do meu peito, e minha verdade pura e simples é essa. Foi difícil perceber que eu era alguém para agradar aos outros e não eu mesma, foi difícil reconhecer que é mais fácil ser alguém para ser aceita do que ser quem realmente se é, e não tenho intenção alguma de dar passos para trás tendo chegado aonde eu cheguei. E por melhor que seja qualquer coisa, há a verdade e essa não é negociável. Uma teimosia, uma certeza e uma convicção. Sim, eu reconheço que os dias são mais fáceis aqui. Reconheço que a vida aqui está pronta, e que tudo é muito mais simples, reconheço e também reconheço que não me sinto mais como eu me senti um dia, quando tudo isso já foi parte de mim. Não é mais. Talvez um dia pudesse voltar a ser, mas eu olhei através da fechadura uma outra vida, uma outra possibilidade, e deu vontade de experimentar... uma tolice, talvez, como uma criança que deseja experimentar um pirulito quando tem uma bala na boca... talvez... eu me questionei demais, e me perdi demais em questões que acabaram por me levar a raiz de mim mesma, quando consegui voltar ao que era minha vida, ao que era a essência de mim. E tantos caminhos percorridos por mais tenebrosos, fáceis ou difíceis que tenham sido me fizeram ver e perceber as coisas de uma outra forma. Não sou mais a pessoa que eu era, e de uma certa maneira, sou mais a pessoa que sempre fui. Não é uma ilusão ou um sonho, é uma vontade de simplesmente ser, e ser aqui é difícil, é quase impossível, porque existem paredes a minha volta, existe uma jaula de grades invisíveis. Talvez essa jaula exista só dentro da minha imaginação, mas está ali. E aqui não sou eu, sou uma coisa feita para agradar e não machucar, não ofender, aqui sou uma invenção de mim mesma e não eu. E ao olhar nos olhos das pessoas percebi que as pessoas não sabem mais quem eu sou, e que nem eu sei mais como devo ser. Queria conseguir acreditar que existe uma alternativa intermediária e que assim todos os problemas teriam uma solução, mas aprendi a ver as coisas com as sombras que elas tem, e não dá para achar que tudo é lindo e pleno e que não existem altos e baixos. Existem. E sim, eu sei que fico olhando para os lados pensando aonde posso então fixar meu olhar para encontrar o apoio que eu gostaria, e me encostar aonde pode existir alguma sustentação, mas de repente eu me percebo fazendo isso, tentando fazer isso, e não quero mais, não faço mais, não quero acomodação. Achei que faria, e não faço. Percebo que sou capaz de não fazer. Percebo que as coisas são realmente boas por aqui, e também que não sou eu, estou vazia de mim.
Mundos
Saímos de nossas casas, saímos de nossas mentes para encontrar o mundo. Mas não conseguimos sair de nós mesmos, não conseguimos nos ver da forma com que as outras pessoas nos vêem nem tão pouco nos vermos em toda a nossa complexidade. Nos habituamos em nossa zona de conforto e aceitamos as peças e armadilhas que nosso próprio cérebro nos impõe para não percebermos o quanto apesar de nos afastarmos de nossa zona de conforto nos mantemos presos a ela. Damos voltas e mais voltas na expectativa e na esperança de nos tornamos serem maiores, mais evoluídos e mais sábios quando somos vítimas de nossas próprias piadas. Saímos de uma ilusão para mergulharmos em outra, e são camadas dentro de camadas de novas expectativas e de novas ilusões. Grandes fragilidades e medos, necessidades que não queremos reconhecer em nós mesmos. E em nossas mentes mergulhamos e nos afundamos cada vez mais e mais.
Abandono facilidades para sair a procura de novas facilidades, regadas com a ilusão de serem mais difíceis ou mais complicadas. Enxergamos apenas aquilo que queremos enxergar, não estamos preparados para enxergar tudo sobre coisa alguma, muito menos quando se trata de nós mesmos.
Não somos o centro do universo, quando muito, permitimo-nos ser o centro de nós mesmos. E não há qualquer conforto, qualquer descanso, qualquer refúgio para que nos salvemos do universo infinito que existe dentro de nós. Alguns lutam porque se querem conhecer, se querem descobrir e esperam por uma transformação e um desabrochar. E como precisamos acreditar numa transformação! E como precisamos acreditar num desabrochar! Porque é difícil encararmos as realidades da vida, é difícil enxergarmos a nossa própria pequenez e inutilidade. Seja através da arte, da música ou da dança, seja através do amor, da busca pelo sucesso ou de qualquer outra procura, arrumamos desculpas para nós mesmos, arrumamos saídas falsas e ilusões para percebermos aquilo que queremos perceber.
O amor, seja na forma mais plena, absoluta, incondicional de amor, nos possibilita vermos mais do que poderíamos ver sem que ele existisse, mas não nos permite ver além dele próprio, e podemos nos tornar a mais pura e plena expressão de amor, o que não significa que nos tornamos conhecedores dele ou sábios de qualquer maneira.
E vejo-me crescer para ver-me tornar pequena. E vejo-me liberta para tornar-me dependente, vejo-me transformar para retornar ao ponto de partida, e fecho-me num eterno círculo sem volta e sem saída, num eterno buscar onde se desenha meu caminho e onde não há escapatória ou destino final, é ir, e ir, e ir, e ir até que não haja mais vida para possibilitar qualquer caminhada. E no caminhar cada ser humano é capaz de ter as mais nobres ou parvas atitudes, ser o mais egoísta ou altruísta, ser o mais capaz ou o maior dos infelizes, fazemos nossas escolhas que vão definir a pessoa que somos mas não altera o nosso ponto de chegada ou de partida.
Não faz diferença pelas estradas que caminhemos ou pelos sonhos que deixemos pelo caminho, sempre vamos da forma que achamos melhor, da forma que desejamos ir, independente se usamos as armadilhas e artimanhas de nosso cérebro para justificar nossos atos e escolhas como certas ou erradas.
E assim, numa consciência entorpecida e desacordada, vagueamos feito zumbis de nós mesmos, preenchendo-nos de ilusões e desejos, de sentimentos e crenças.
Lembro-me da criança que eu fui, de mim adolescente, depois adulta. Sou outra pessoa e sou ainda e serei sempre o reflexo daquilo que foram meus pais, meus amigos, minha história. Posso virar a mesa, posso mudar a história, e fazer curvas em sentido contrário ou de noventa graus, continuarei a ser eu mesma, continuarei a buscar as mesmas coisas, a cometer as atitudes que me parecerem mais acertadas, a agir em nome de meus conceitos e de meus valores, e não importa que mudem as personagens ao meu redor, não importa que mude meu dia a dia ou minha rotina, não importa que meus olhos estejam abertos ou fechados nem importa a consciência ou falta dela que eu tenha na vida, ainda permanecerei vendo apenas aquilo que eu quiser, ainda permanecerei sendo aquilo que eu quiser, sofrendo das mesmas angústias, dos mesmos sonhos e caprichos, das mesmas necessidades e ambições. Pois sou eu, humana e fraca, e tomada pelos instintos mais básicos e primitivos daquilo que considero como eu mesma, mesmo que eu não saiba ou reconheça quem sou eu.
Abandono facilidades para sair a procura de novas facilidades, regadas com a ilusão de serem mais difíceis ou mais complicadas. Enxergamos apenas aquilo que queremos enxergar, não estamos preparados para enxergar tudo sobre coisa alguma, muito menos quando se trata de nós mesmos.
Não somos o centro do universo, quando muito, permitimo-nos ser o centro de nós mesmos. E não há qualquer conforto, qualquer descanso, qualquer refúgio para que nos salvemos do universo infinito que existe dentro de nós. Alguns lutam porque se querem conhecer, se querem descobrir e esperam por uma transformação e um desabrochar. E como precisamos acreditar numa transformação! E como precisamos acreditar num desabrochar! Porque é difícil encararmos as realidades da vida, é difícil enxergarmos a nossa própria pequenez e inutilidade. Seja através da arte, da música ou da dança, seja através do amor, da busca pelo sucesso ou de qualquer outra procura, arrumamos desculpas para nós mesmos, arrumamos saídas falsas e ilusões para percebermos aquilo que queremos perceber.
O amor, seja na forma mais plena, absoluta, incondicional de amor, nos possibilita vermos mais do que poderíamos ver sem que ele existisse, mas não nos permite ver além dele próprio, e podemos nos tornar a mais pura e plena expressão de amor, o que não significa que nos tornamos conhecedores dele ou sábios de qualquer maneira.
E vejo-me crescer para ver-me tornar pequena. E vejo-me liberta para tornar-me dependente, vejo-me transformar para retornar ao ponto de partida, e fecho-me num eterno círculo sem volta e sem saída, num eterno buscar onde se desenha meu caminho e onde não há escapatória ou destino final, é ir, e ir, e ir, e ir até que não haja mais vida para possibilitar qualquer caminhada. E no caminhar cada ser humano é capaz de ter as mais nobres ou parvas atitudes, ser o mais egoísta ou altruísta, ser o mais capaz ou o maior dos infelizes, fazemos nossas escolhas que vão definir a pessoa que somos mas não altera o nosso ponto de chegada ou de partida.
Não faz diferença pelas estradas que caminhemos ou pelos sonhos que deixemos pelo caminho, sempre vamos da forma que achamos melhor, da forma que desejamos ir, independente se usamos as armadilhas e artimanhas de nosso cérebro para justificar nossos atos e escolhas como certas ou erradas.
E assim, numa consciência entorpecida e desacordada, vagueamos feito zumbis de nós mesmos, preenchendo-nos de ilusões e desejos, de sentimentos e crenças.
Lembro-me da criança que eu fui, de mim adolescente, depois adulta. Sou outra pessoa e sou ainda e serei sempre o reflexo daquilo que foram meus pais, meus amigos, minha história. Posso virar a mesa, posso mudar a história, e fazer curvas em sentido contrário ou de noventa graus, continuarei a ser eu mesma, continuarei a buscar as mesmas coisas, a cometer as atitudes que me parecerem mais acertadas, a agir em nome de meus conceitos e de meus valores, e não importa que mudem as personagens ao meu redor, não importa que mude meu dia a dia ou minha rotina, não importa que meus olhos estejam abertos ou fechados nem importa a consciência ou falta dela que eu tenha na vida, ainda permanecerei vendo apenas aquilo que eu quiser, ainda permanecerei sendo aquilo que eu quiser, sofrendo das mesmas angústias, dos mesmos sonhos e caprichos, das mesmas necessidades e ambições. Pois sou eu, humana e fraca, e tomada pelos instintos mais básicos e primitivos daquilo que considero como eu mesma, mesmo que eu não saiba ou reconheça quem sou eu.
...
And then, I ask myself “Can I do it?” and I get the answer “Yes, will be hard, I know… but I want to do it?” and I get the answer “No, I don’t want to do it”… I ask me again “Do I have to do it?” And I know “Yes, I have to. I have to …”
Almas Inquietas
Eu vi os olhares pelas ruas, vi a inquietação nos gestos. Vi aquele que regressava à casa, para a família, esposa e os filhos e se perguntava se a vida era só aquilo, se questionava como preencher o imenso vazio que cobria seu peito. Eu vi a menina de mãos dadas com o namorado e o seu olhar de cobiça para o rapaz bem apanhado que entrava distraído. Eu vi a velha senhora que folheava um livro qualquer se perder em pensamentos de como era absurdo o comportamento do filho, que só fazia escolhas erradas na vida. Vi os olhos do velho recuarem no passado para relembrar o amor ausente, que ele não soube manter. Eu vi as almas inquietas, insatisfeitas, a procura de consolo em qualquer lugar que não neles mesmos. Eu vi a mulher batalhadora sem perguntas no olhar, apenas indo para mais um dia de trabalho buscar o sustento dos filhos ainda pequenos, ali não havia tempo para pensar, mas haverá. Eu vi as crianças brincando querendo os brinquedos umas das outras. Eu vi o tempo passando. Vi meus pés cheios de bolhas, senti o peso das minhas costas e me dei conta dos meus cabelos brancos. Eu vi uma menina se esconder atrás de grossos óculos e do cabelo despenteado, puxado para a frente do rosto, as roupas largas e sóbrias, o sorriso medroso e as pernas inseguras, esperando pelo milagre ali, sentado ao lado dela sem que ela percebesse. Eu vi o olhar carinhoso do pedinte de esmolas ao olhar para o cão ao seu lado. Eu vi o tempo voar, eu vi minhas escolhas e chances me passarem pelas mãos sem tentar sequer tocá-las. Eu vi a noite cair, o mar se revoltar, ouvi os sons das ondas batendo nas rochas. Eu vi o morto descer em seu caixão para dentro da terra, já não havia inquietação em seu olhar. Vi os amigos irem aos copos e esquecerem-se da vida, por instantes, apenas estando ali, até a hora de cada um seguir seu caminho, todos eles sem vontade de ir. Vi nascer e morrer o amor dos amantes. Vi o tempo passar. Soube da notícia antes de recebê-la, conheci a história sem ver o livro, escolhi não ler. Eu vi os olhares pelas ruas, vi as almas inquietas. Reconhecemo-nos, por instantes, olhamo-nos nos olhos, e seguimos cada um seu próprio caminho.
Pois é.
Primeiro, falemos sobre os nossos desejos, vontades. Que nada são além de ilusões, na maioria das vezes. Realmente, são. Porque somos pessoas em constante movimento interior, quer aceitemos ou não. E o nosso desejo de hoje pode não ser o nosso desejo de amanhã, e jamais teremos controle algum sobre isso, esse controle é também uma forma de ilusão. Não somos “donos” do nosso futuro, por uma razão muito simples. No futuro, já não seremos nós, seremos um outro “nós”, mais envelhecido, amadurecido, modificado. Isso faz com que o único e real poder que tenhamos seja apenas sobre o momento presente. Nosso querer de agora, nosso evoluir nesse instante. Justamente por essa razão, longos planejamentos podem ser extremamente benéficos, porém podem acarretar em desilusões grandiosas. É por isso que tantas vezes acontece de desejarmos alguma coisa e quando depois de algum tempo, a conquistamos, é como se aquilo perdesse o valor que antes atribuíamos aquela conquista. Não é que tenha perdido qualquer valor ou significado, fomos nós que ultrapassamos o momento onde aquilo teve a importância que teve. Então não devemos querer nem lutar por mais nada, vocês podem perguntar. Não, não se trata disso. Antes é reconhecermos em nós que nossos sonhos são temporais, nossas vontades são passageiras, que estamos em constante mudança e não há mal nisso. Mas percebermos essa temporalidade, essa alteração constante que acontece dentro de nós mesmos pode ser um problema, sim. Porque conceitos cairão por terra por essa percepção. Muitos deles. E se seguirá a isso uma transformação de nosso ser. Um amadurecimento de nossa consciência, uma outra visão do mundo. Podemos resumir tudo isso de uma outra maneira, talvez mais simples. Imaginem que hoje percebemos as coisas de determinada maneira. Se estamos tristes ou desesperançados, é porque a nossa percepção da vida que estamos vivendo enxerga as dificuldades, obstáculos, problemas ou simplesmente vê que as coisas permanecem sempre as mesmas, que não há nada a que se buscar. Mas, se no dia seguinte, a nossa percepção da vida estiver vendo a beleza das coisas, as possibilidades de que tudo pode acontecer e que somos capazes de obter as maiores conquistas que possamos desejar, nos sentiremos felizes e quase como donos do mundo. Ambas as sensações e percepções são apenas ilusões. São instantes temporais que estaremos vivenciando. Não há firmeza nem certeza de que amanhã estaremos nos sentindo da mesma maneira. Porque não estaremos baseando nossas percepções em nós, mas naquilo que estamos enxergando do mundo naquele momento. E isso muda com uma freqüência assustadora. Um exemplo mais simples... Imagine que você está num dia “cinzento”, se sentindo solitário e não está vendo nenhuma perspectiva de melhora nesse estado. Então alguém que te seja muito querido liga, manda uma mensagem ou aparece simplesmente para pegar em sua mão e irem passear. Imagine como o dia então se transforma, e como você se percebe de uma hora para outra, sorrindo e feliz. Ilusões. Não foi a vida que mudou, foi apenas a perspectiva que você estava tendo que foi alterada. Nenhuma magia, nenhum milagre, nada disso. Apenas sua forma de perceber as coisas. Você continua solitário, continua exatamente como estava, porque essa pessoa estará ali apenas por alguns momentos, cedo ou tarde você vai ter novamente a mesma perspectiva que estava tendo antes, porque ela está em você. E por inúmeras vezes nos percebemos nesse vai e vem de emoções, hora felizes, hora desesperados. Como fugir disso?
É muito menos complicado do que parece, não que seja fácil, convenhamos. Mas se você estiver disposto a enxergar como se “estivesse de fora” esse vai e vem emocional, como apenas as perspectivas que são, você já deu o primeiro passo para expandir sua consciência e libertar-se desse ciclo vicioso. Quando você estiver sozinho novamente e essa pessoa especial aparecer, você saberá que serão momentos felizes, que você irá estar feliz e tudo o mais, mas que serão instantes e que você não pode depender desses instantes para ser feliz eternamente. Aceitar que teremos a sensações que quisermos ter, se aprendermos a dominar a forma com que enxergamos a vida. Nada complicado, nada “de outro mundo”, tudo muito simples e não por isso ruim.
Muitas pessoas conseguem viver a vida inteira sem se darem conta disso, conseguem colocar sem sequer terem consciência, as suas alegrias e tristezas nas mãos daqueles que estão a sua volta, e conscientes ou não, essas pessoas tem o direito de fazerem isso. Nós é que não temos o direito de querer impor aos outros as nossas formas de viver. É preciso que haja espaço e liberdade para que as pessoas se tornem aquilo que elas quiserem se tornar.
Muitos já disserem que o grande problema da humanidade são os conceitos de nossa sociedade que estão enraizados dentro de cada um de nós. E livrar-nos dessas raízes não é nada simples, nem fácil. São conceitos, comportamentos, crenças e padrões enterrados fundo demais dentro da gente. Mas é possível sim quebrar esses padrões e assumirmos uma nova perspectiva da vida e do mundo. Porém é necessária coragem. Talvez, e cadê vez mais, com mais e mais pessoas se abrindo para um novo comportamento e visão das coisas, seja necessário se ter menos coragem, pois já terão nos aberto o caminho. Outra coisa que nos habituamos a fazer... a seguir outros. Pois é difícil abrir um novo caminho quando nos ensinaram a ser seguidores.
E se você optar por começar a refletir sobre essas coisas, se você verdadeiramente optar por expandir sua consciência, acontecerá de muitas vezes você sentir medo. Temer se perder pelo caminho que é desconhecido, pelo caminho que nem sequer existe, caminho que você estará abrindo conforme anda por ele. E não faz mal sentir medo, desde que o medo não paralise seus movimentos. Não há problema algum em sentir-se perdido, inseguro. Desde que esses sentimentos não impeçam sua jornada. Sim, existe um mundo para ser descoberto, existe uma expansão infinita de nossas consciências para ser atingida, mas vai um alerta... Essa escolha, esse caminho não é para todos. E mesmo se for, há que se respeitar o instante de cada um.
É muito menos complicado do que parece, não que seja fácil, convenhamos. Mas se você estiver disposto a enxergar como se “estivesse de fora” esse vai e vem emocional, como apenas as perspectivas que são, você já deu o primeiro passo para expandir sua consciência e libertar-se desse ciclo vicioso. Quando você estiver sozinho novamente e essa pessoa especial aparecer, você saberá que serão momentos felizes, que você irá estar feliz e tudo o mais, mas que serão instantes e que você não pode depender desses instantes para ser feliz eternamente. Aceitar que teremos a sensações que quisermos ter, se aprendermos a dominar a forma com que enxergamos a vida. Nada complicado, nada “de outro mundo”, tudo muito simples e não por isso ruim.
Muitas pessoas conseguem viver a vida inteira sem se darem conta disso, conseguem colocar sem sequer terem consciência, as suas alegrias e tristezas nas mãos daqueles que estão a sua volta, e conscientes ou não, essas pessoas tem o direito de fazerem isso. Nós é que não temos o direito de querer impor aos outros as nossas formas de viver. É preciso que haja espaço e liberdade para que as pessoas se tornem aquilo que elas quiserem se tornar.
Muitos já disserem que o grande problema da humanidade são os conceitos de nossa sociedade que estão enraizados dentro de cada um de nós. E livrar-nos dessas raízes não é nada simples, nem fácil. São conceitos, comportamentos, crenças e padrões enterrados fundo demais dentro da gente. Mas é possível sim quebrar esses padrões e assumirmos uma nova perspectiva da vida e do mundo. Porém é necessária coragem. Talvez, e cadê vez mais, com mais e mais pessoas se abrindo para um novo comportamento e visão das coisas, seja necessário se ter menos coragem, pois já terão nos aberto o caminho. Outra coisa que nos habituamos a fazer... a seguir outros. Pois é difícil abrir um novo caminho quando nos ensinaram a ser seguidores.
E se você optar por começar a refletir sobre essas coisas, se você verdadeiramente optar por expandir sua consciência, acontecerá de muitas vezes você sentir medo. Temer se perder pelo caminho que é desconhecido, pelo caminho que nem sequer existe, caminho que você estará abrindo conforme anda por ele. E não faz mal sentir medo, desde que o medo não paralise seus movimentos. Não há problema algum em sentir-se perdido, inseguro. Desde que esses sentimentos não impeçam sua jornada. Sim, existe um mundo para ser descoberto, existe uma expansão infinita de nossas consciências para ser atingida, mas vai um alerta... Essa escolha, esse caminho não é para todos. E mesmo se for, há que se respeitar o instante de cada um.
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