Few days ago I completed 32 years old. Not too much, not little. But more important was the gift I gave to myself, the right to do what I believe I have to do, the right to follow my own steps and act like myself.
And I realize I had left many things behind, not on purpose, not to hurt or disappoint anyone, I swear.
I just had to be myself, and I really sorry if being just what I am hurts someone. Was not my intention. But to me, makes no sense anymore to try to please people if this will against my believes, people have to be responsible for they're choices and consequences. Can be funny, or looks like foolish, but I'm not using masks, believe it or not.
And this makes me very lonely sometimes, but makes me exactly who I am.
For sure I have my story, my family, my husband, my friends and all the people who makes part of my life. And this really special people help me to build the person I am. Maybe, was too hard for those I love to understand me sometimes, my silences, my choices, my view of life. I appreciate and I thank with all my heart with one of attempts those incredible people made to understand and respect my choices and my free will.
I learned that the people really loves us, stay with us, doesn't matter how far we are, how quiet ore silent we are, or even how right or wrong we are. That people can see us, can accept us.
To me, I gave myself the most important gift I could. I was in the middle of nowhere, sometimes with some snow, sometimes with lots of sun, but with myself. Some people called me to congratulate me for my years, some people wrote some lines, some people do nothing, and even in this nothing I know they where there.
I give to myself the understand about what is really important and necessary to me, and the truth of my way to feel, to believe, to be is what I discovered.
I accept the fact I really don't know anything about the future, and I won't try to control anything. I can accept (and I can say this from the deepest of my heart) people exactly like they are, I won't put any expectations, desires, fears of mine in anyone's shoulders, I won't live anyone's life, I won't be anyone except myself, and I will accept just the same.
I can understand the opposite, but this doesn't mean I will agree with that.
Everyone is free to be what they are, to believe in its own believes, and share the life and the freedom to really love, accept and respect the others.
If you could know yourself, you will know what's makes sense to you and what is don't, you will be capable to make your choices by yourself and deal with the consequences of that.
I don't know about the future, but I know about the present date, about me and the things are important to me. I know what I can accept, what I can't.
I know who I am. For those that I love and can deal with such a thing like me, thank you for exists and make my way less lonely.
I love you for that.
About the future, about my husband, my family and my friends, I just know I´m here, I am what I am, full of hope, love and believes that with one of us can always be better, be more, and in the name of this love and friendship, conquest a beautiful life.
Our road is here, just here in front of us, and depend on us to walk through it.
Porquê: Eu sou uma alma livre presa em um corpo, mas não limitada por ele.
27 de abr. de 2011
9 de abr. de 2011
Jade
Sonhei com você essa noite, minha querida, minha flor, minha filha.
Sonhei com você essa noite e lá chovia, chovia tanto que até daqui eu sentia.
Sonhei que você tinha frio, e que não comia.
Fui te procurar, te vi num buraco de lama a nadar.
Não precisei te chamar, você me viu, você veio, encostou-se em mim, enlameada e fria.
E aí você estava feliz, era de novo alegre, pequenina, muito suja mas já quente.
Foi quando falei seu nome que uma senhora me contou, que seu nome agora já não era aquele, mas que você chamava-se agora Notícia.
Sonhei com você essa noite e lá chovia, chovia tanto que até daqui eu sentia.
Sonhei que você tinha frio, e que não comia.
Fui te procurar, te vi num buraco de lama a nadar.
Não precisei te chamar, você me viu, você veio, encostou-se em mim, enlameada e fria.
E aí você estava feliz, era de novo alegre, pequenina, muito suja mas já quente.
Foi quando falei seu nome que uma senhora me contou, que seu nome agora já não era aquele, mas que você chamava-se agora Notícia.
20 de jan. de 2011
Caminhos
Caminhos vamos abrindo conforme andamos. Não existem traçados feitos, respostas sabidas com antecedência, clarividências ou adivinhações. No máximo, supomos. Na melhor das hipóteses, damos o melhor de nós mesmos ao caminhar e ao escolher as estradas que desenhamos. Conforto, aconchego, segurança mesmo é algo que encontramos quando paramos de andar e abraçamos aqueles que seguem conosco, por onde quer que andemos.
Os caminhos são incertos, os destinos supostos, mas o abraço sempre pode ser dado, sempre podemos escolher quem nos acompanha, esteja perto ou longe, ao alcanse das mãos ou apenas do pensamento. E mesmo havendo distância, sempre é possível fecharmos os olhos, respirarmos bem fundo, esvaziarmos a mente e sentir aquele abraço caloroso, reconfortante, abençoado.
E quando fazemos isso, quando nos permitimos fazer isso e dar esse abraço, o caminho está certo, o tempo está correto, sentimos gratidão pelos passos dados, pelas escolhas feitas, perdoamos nossos possíveis erros e falhas e damo-nos uma nova chance, uma nova certeza, uma nova fé e renovada esperança.
Nossos passos são a história que construímos, desenham junto com as pegadas deixadas para trás a personalidade de nós mesmos, que vai se fazendo devagar e sempre.
Hoje, abraço meus amigos, minha família, meu amor. Abraço tambem a mim mesma, e olhando para cima, agradeço, agradeço, agradeço.
Nem todos os passos são fáceis, nem todo caminho é plano, mas é o meio de chegarmos a ser quem somos.
Hoje, pai, abraço você, agradeço a você não por uma ou outra coisa, mas por todas, por nossa história e por minha vida.
Feliz aniversário! Te amo!
Os caminhos são incertos, os destinos supostos, mas o abraço sempre pode ser dado, sempre podemos escolher quem nos acompanha, esteja perto ou longe, ao alcanse das mãos ou apenas do pensamento. E mesmo havendo distância, sempre é possível fecharmos os olhos, respirarmos bem fundo, esvaziarmos a mente e sentir aquele abraço caloroso, reconfortante, abençoado.
E quando fazemos isso, quando nos permitimos fazer isso e dar esse abraço, o caminho está certo, o tempo está correto, sentimos gratidão pelos passos dados, pelas escolhas feitas, perdoamos nossos possíveis erros e falhas e damo-nos uma nova chance, uma nova certeza, uma nova fé e renovada esperança.
Nossos passos são a história que construímos, desenham junto com as pegadas deixadas para trás a personalidade de nós mesmos, que vai se fazendo devagar e sempre.
Hoje, abraço meus amigos, minha família, meu amor. Abraço tambem a mim mesma, e olhando para cima, agradeço, agradeço, agradeço.
Nem todos os passos são fáceis, nem todo caminho é plano, mas é o meio de chegarmos a ser quem somos.
Hoje, pai, abraço você, agradeço a você não por uma ou outra coisa, mas por todas, por nossa história e por minha vida.
Feliz aniversário! Te amo!
4 de jan. de 2011
#4
Há que se aprender a endurecer. Se possível, endurecer e ainda ser capaz de sorrir. Se conseguir, endurecer e ainda ser capaz de amar, de dar de si mesmo sem desconfiar. Há que se criar uma casca, um calo, mas se der, ainda ser capaz de sonhar, de cantar, de acreditar.
23 de dez. de 2010
Feliz 2011
Enxergamos aquilo que queremos ver. Deixamo-nos guiar por nossos sonhos e expectativas, ainda que não consigamos percebê-las de todo. Nossas atitudes são fundamentadas em nossas crenças, e, principalmente, naquilo que queremos acreditar como verdade. Acredite que seus projetos são viáveis, e você caminhará para viabilizá-los. Acredite que não são, e você não sairá do lugar. Acredite que as pessoas em seu trabalho não te aceitam, e você se verá atuando para ser aceito independente da realidade ser ou não a que você acredita.
Acredite que há cura, e você caminhará para encontrá-la. O maior universo existente é aquele que criamos para nós mesmos. Acredite que alguem se preocupa com você, e você se verá o tempo inteiro tentando tranquilizar essa pessoa, talvez, até o ponto de perder seu próprio sono.
Acredite que pode, e você poderá até morrer tentando. Acredite que não é possível, e você não conseguirá dar um passo sequer.
Já estive em um tempo onde acreditei que são as nossas atitudes que nos definem como pessoa, porém, hoje sei que o que define nossas atitudes são as nossas crenças, portanto, é no que acreditamos que nos faz ser quem somos. O fantástico é percebermos que temos o poder de escolher no que acreditamos, assim sendo, temos o poder de escolhermos a pessoa que somos e seremos.
Aproxima-se um novo ano, onde muita gente se vê diante de resoluções de ano novo, tudo o que pretendem fazer, mudar e criar no ano que vem. Mas digo, correndo ainda o risco de ser prepotente, que nada mudará, se não mudarem suas crenças. Planos para mudar de emprego, de cidade, de fazer exercícios, de se alimentar melhor, de ser mais aberto, de seja lá o que for, cairão por terra se você não puder acreditar que é capaz ou que existe um sentido em se fazer qualquer uma dessas coisas. O que você acredita ser capaz e o que você acredita ser importante são o que te define como pessoa, são o que define as fronteiras de suas capacidades.
E embora exista um limitação por sermos humanos, simplesmente humanos, a sua definição do que é ser humano pode te levar por fronteiras longínquas e infinitas, ou te fazer paralizar no exato lugar em que você está nesse instante.
Sim, a fé remove montanhas. E pode até movimentar a nós mesmos.
Feliz 2011.
Acredite que há cura, e você caminhará para encontrá-la. O maior universo existente é aquele que criamos para nós mesmos. Acredite que alguem se preocupa com você, e você se verá o tempo inteiro tentando tranquilizar essa pessoa, talvez, até o ponto de perder seu próprio sono.
Acredite que pode, e você poderá até morrer tentando. Acredite que não é possível, e você não conseguirá dar um passo sequer.
Já estive em um tempo onde acreditei que são as nossas atitudes que nos definem como pessoa, porém, hoje sei que o que define nossas atitudes são as nossas crenças, portanto, é no que acreditamos que nos faz ser quem somos. O fantástico é percebermos que temos o poder de escolher no que acreditamos, assim sendo, temos o poder de escolhermos a pessoa que somos e seremos.
Aproxima-se um novo ano, onde muita gente se vê diante de resoluções de ano novo, tudo o que pretendem fazer, mudar e criar no ano que vem. Mas digo, correndo ainda o risco de ser prepotente, que nada mudará, se não mudarem suas crenças. Planos para mudar de emprego, de cidade, de fazer exercícios, de se alimentar melhor, de ser mais aberto, de seja lá o que for, cairão por terra se você não puder acreditar que é capaz ou que existe um sentido em se fazer qualquer uma dessas coisas. O que você acredita ser capaz e o que você acredita ser importante são o que te define como pessoa, são o que define as fronteiras de suas capacidades.
E embora exista um limitação por sermos humanos, simplesmente humanos, a sua definição do que é ser humano pode te levar por fronteiras longínquas e infinitas, ou te fazer paralizar no exato lugar em que você está nesse instante.
Sim, a fé remove montanhas. E pode até movimentar a nós mesmos.
Feliz 2011.
9 de dez. de 2010
Feliz Natal
Mais que um Natal feliz, onde as pessoas que se gostam estejam juntas e compartilhem de doces momentos e refeições, desejo um Natal pra dentro de cada um, onde se reconheçam os valores individuais das coisas realmente importantes, onde renasça a confiança em si mesmo, onde a caridade e boa vontade possam existir sem bloqueios, ressentimentos, tristezas ou culpas.
Que nesse Natal, cada um possa olhar pra si mesma e renascer, renovar a autoconfiança, o amor próprio, reconhecer seus próprios anseios, desejos e expectativas sem medo das coisas que vai ver.
Que as pessoas que decidam estar juntas realmente estejam, não com ilusões e fantasias, mas com o coração e alma presentes. Que a realidade faça parte da festa.
Desejo que as prendas não sejam importantes, a não ser aquelas prendas que a gente mesmo se dá, as chances e oportunidades que damos à nós mesmos e as pessoas que nos são importantes.
Que o Natal sirva como o preparo do terreno para o novo ano, e que este venha de encontro com a verdade de cada um.
Que nesse Natal, cada um possa olhar pra si mesma e renascer, renovar a autoconfiança, o amor próprio, reconhecer seus próprios anseios, desejos e expectativas sem medo das coisas que vai ver.
Que as pessoas que decidam estar juntas realmente estejam, não com ilusões e fantasias, mas com o coração e alma presentes. Que a realidade faça parte da festa.
Desejo que as prendas não sejam importantes, a não ser aquelas prendas que a gente mesmo se dá, as chances e oportunidades que damos à nós mesmos e as pessoas que nos são importantes.
Que o Natal sirva como o preparo do terreno para o novo ano, e que este venha de encontro com a verdade de cada um.
4 de dez. de 2010
Consciência
Não sou mais a mesma, e me pergunto quem é.
Acho que mesmo as árvores que permanecem sempre no mesmo lugar acabam por sofrer também suas transformações. É muito mais uma questão do quanto estamos conscientes de todas as mudanças que acontecem conosco. As vezes pode parecer que muita coisa aconteceu mas que estamos parados no mesmo lugar, o que é na verdade só uma impressão. Mesmo quando nada acontece, acontece alguma coisa, ainda que seja só lá dentro da gente. Nossa disponibilidade para estarmos conscientes de tudo isso que é a grande diferença.
Claro que estarmos apenas conscientes não é por si só uma solução ou uma resposta, mas ajuda. Ajuda a gente a se perceber, a sabermos quem somos, aonde estamos e o que queremos, que é o primeiro passo para buscarmos seja lá o que for.
Também acontece muitas vezes da gente pregar peças a nós mesmos, nos acomodando em situações e até imaginarmos que queremos alguma coisa só por não conseguirmos encarar conscientes a verdade de que podemos querer uma outra coisa. Daí a importância de estarmos conscientes.
E é preciso coragem para a consciência e suas conseqüências. É preciso reconhecermos nossa pequenez e grandiosidade, nosso céu e nosso inferno. No meio do caminho, conquistamos um dos bens mais preciosos que pode existir. A verdade.
Acho que mesmo as árvores que permanecem sempre no mesmo lugar acabam por sofrer também suas transformações. É muito mais uma questão do quanto estamos conscientes de todas as mudanças que acontecem conosco. As vezes pode parecer que muita coisa aconteceu mas que estamos parados no mesmo lugar, o que é na verdade só uma impressão. Mesmo quando nada acontece, acontece alguma coisa, ainda que seja só lá dentro da gente. Nossa disponibilidade para estarmos conscientes de tudo isso que é a grande diferença.
Claro que estarmos apenas conscientes não é por si só uma solução ou uma resposta, mas ajuda. Ajuda a gente a se perceber, a sabermos quem somos, aonde estamos e o que queremos, que é o primeiro passo para buscarmos seja lá o que for.
Também acontece muitas vezes da gente pregar peças a nós mesmos, nos acomodando em situações e até imaginarmos que queremos alguma coisa só por não conseguirmos encarar conscientes a verdade de que podemos querer uma outra coisa. Daí a importância de estarmos conscientes.
E é preciso coragem para a consciência e suas conseqüências. É preciso reconhecermos nossa pequenez e grandiosidade, nosso céu e nosso inferno. No meio do caminho, conquistamos um dos bens mais preciosos que pode existir. A verdade.
23 de nov. de 2010
# 3
E já não sei se o que dói é por ser noite, por ser dia,
Se é o descanso ou se é a poesia,
A distância ou a melancolia.
Se é o descanso ou se é a poesia,
A distância ou a melancolia.
18 de nov. de 2010
Pintura
E no quadro uso o amarelo gasto da sede para preencher os contornos das lembranças doces que são as raízes da minha alma, uso o azul do mar da Ponta da Praia para colocar os contornos nas ruas estreitas de Lisboa, uso também cor nenhuma para representar o vento que sopra sempre, e entre os retratos de olhos uso o castanho para pintar o tronco das árvores que ficam às margens do lago cada vez mais profundo.
Faço manchas na tela que representam as mãos envelhecidas dos abraços ternos e quentes, coloco imagens que para ninguém além de mim pode fazer sentido, como as palavras que escrevo que não possuem outra tinta senão a minha própria.
Deixo passar o tempo como que para fazer um efeito de betume por cima, sei e reconheço o que fica para trás e percebo o pouco espaço que fica para novos desenhos, rabisco por cima, reescrevo, re-invento, mudo as cores, mas as antigas permanecem como pano de fundo, a música que não para de tocar, o som constante que não aumenta, que nem mesmo está lá, mas que continua a tocar como que na cabeça da gente...
Faço manchas na tela que representam as mãos envelhecidas dos abraços ternos e quentes, coloco imagens que para ninguém além de mim pode fazer sentido, como as palavras que escrevo que não possuem outra tinta senão a minha própria.
Deixo passar o tempo como que para fazer um efeito de betume por cima, sei e reconheço o que fica para trás e percebo o pouco espaço que fica para novos desenhos, rabisco por cima, reescrevo, re-invento, mudo as cores, mas as antigas permanecem como pano de fundo, a música que não para de tocar, o som constante que não aumenta, que nem mesmo está lá, mas que continua a tocar como que na cabeça da gente...
Vácuo
São cinco da tarde, me parece ser cinco da manhã. Mais que horas trocadas, troquei também os dias, as estações do ano, o pensar, o querer e o sentir.
Se fosse madrugada, era uma madrugada daquelas onde se pensa em mergulhar em silêncio e reflexão, talvez escrever cartas falando de saudades e de solidão. Mas são cinco da tarde, e não é madrugada nem tão pouco dia, é o instante entre uma e outra coisa, onde o relógio se perde e não há definição de tempo ou de espaço.
Um mergulho no abismo do infinito, uma pausa no correr da vida e dos dias, um buraco negro que não pertence a nenhum mês, nenhum ano específico.
Saõ cinco da tarde e podia ser qualquer hora, qualquer dia, qualquer ano e qualquer lugar.
Um espaço à parte. Um mundo à parte.
Não existe nada lá fora que não exista cá dentro.
Um suspiro, um inspirar e um expirar no silêncio e tempo imóveis.
Tudo passa, só não passa o que é, o que sou, que acompanha imutável a mutação em torno de mim.
Tudo e nada numa coisa só, que é em mim.
Se fosse madrugada, era uma madrugada daquelas onde se pensa em mergulhar em silêncio e reflexão, talvez escrever cartas falando de saudades e de solidão. Mas são cinco da tarde, e não é madrugada nem tão pouco dia, é o instante entre uma e outra coisa, onde o relógio se perde e não há definição de tempo ou de espaço.
Um mergulho no abismo do infinito, uma pausa no correr da vida e dos dias, um buraco negro que não pertence a nenhum mês, nenhum ano específico.
Saõ cinco da tarde e podia ser qualquer hora, qualquer dia, qualquer ano e qualquer lugar.
Um espaço à parte. Um mundo à parte.
Não existe nada lá fora que não exista cá dentro.
Um suspiro, um inspirar e um expirar no silêncio e tempo imóveis.
Tudo passa, só não passa o que é, o que sou, que acompanha imutável a mutação em torno de mim.
Tudo e nada numa coisa só, que é em mim.
11 de nov. de 2010
3 de nov. de 2010
Receita
Está frio, e depois de ir ao supermercado e não saber muito bem o que fazer, tirei do frigorífico raviollis de espinafre com ricota. Resolvi fazer uma receita para aquecer as paredes frias, e com metade de um queijo gorgonzola e um outro chamado "castello Danablu extra creamy", juntei um pouco de alho e nozes picadas, fiz um bechamel à parte para juntar aos queijos e as nozes.
Tudo no forno para gratinar tendo antes acrescentado um pouco de uma redução de balsâmico pra ver no que dá, aproveitando o calor do forno tambem como uma lareira improvisada que aquece a casa inteira.
Com um pouco de música começo a jantar, enquanto penso em almoços cheios de risadas e de pessoas queridas com cachorros pelo meio, no Natal que se aproxima e na família que sinto saudades.
Amo vocês, e não sei se é o amor por vocês ou se foi o forno que acabou por esquentar a casa...
:)
Tudo no forno para gratinar tendo antes acrescentado um pouco de uma redução de balsâmico pra ver no que dá, aproveitando o calor do forno tambem como uma lareira improvisada que aquece a casa inteira.
Com um pouco de música começo a jantar, enquanto penso em almoços cheios de risadas e de pessoas queridas com cachorros pelo meio, no Natal que se aproxima e na família que sinto saudades.
Amo vocês, e não sei se é o amor por vocês ou se foi o forno que acabou por esquentar a casa...
:)
21 de out. de 2010
# 2
Make mistakes, but make it trying to hit, to be more, be better. Dream, but dream about the prospect of doing, to accomplish. Do not do anything for anybody, do it because you choose to do. There is no merit or achievement if there is no one to share. There is no life if there's no reason, no goal.
19 de out. de 2010
# 1
Vem dos recantos mais escondidos daquilo que em mim habita as certezas que trago em mim, e de nada adianta vir se o véu que crio serve de coberta e abrigo. Enxergar o abismo existente entre o saber e o fazer não transforma o homem que sabe no homem que realiza.
4 de out. de 2010
Ausência
Vou estar sem internet nos próximos dias, o que poderia ser uma "ausência", mas não é. Porque não existe ausência quando o coração está presente. :)
3 de out. de 2010
Saudades!
Essa manhã o dia não nasceu, veio chegando devagar e cinzento, molhando as ruas de Lisboa e fazendo barulho com o vento a ir de encontro com as casas e telhados, procurando saída entre becos e espaços.
Faz frio, mas um frio apenas de aviso, a dizer que isso é só o princípio, só um anúncio para dias ainda mais frios e cinzentos.
Entre blues, cafés e um ou outro cigarro, escuto o vento a dançar, a pregar sua religião do inverno que se aproxima, e desejo ter uma inspiração que simplesmente não vem.
Na cabeça, memórias de filmes e livros, de contos e de sonhos, coisas e imagens demais pra tentar colocar em alguma ordem ou pensamento consciente e organizado.
Uma casa que precisa de alguma arrumação, roupas que precisam secar mas não secam, uma vontade de sabe-se lá de quê. Um silêncio interior que conforta, uma paz interna que aconchega, uma saudade grande de pessoas queridas.
Saudade grande, mas saudade boa. Que trás lembranças doces que são como abraços. Lembranças de risadas, conversas, cafés e almoços. Casamentos, danças e do compartilhar de sofrimentos e tristezas. Sensação boa a de saber presentes ou ausentes, a certeza de estar só e nem por isso sozinha.
Mais que isso, é a sabedoria de cada momento vivido e vivido com verdade, com presença absoluta do corpo, da alma e do coração. A vontade de transmitir essa verdade, a de que a saudade é como a lareira que aquece o inverno que chega.
Talvez eu nunca tenha estado tão longe, e ao mesmo tempo, nunca tenha estado tão perto.
Estou suficientemente perto para inclusive, dar e sentir um abraço, estou dando o abraço, sentindo o abraço mesmo agora. E o que é o amor, senão isso?
(Saudades de vocês!)
Faz frio, mas um frio apenas de aviso, a dizer que isso é só o princípio, só um anúncio para dias ainda mais frios e cinzentos.
Entre blues, cafés e um ou outro cigarro, escuto o vento a dançar, a pregar sua religião do inverno que se aproxima, e desejo ter uma inspiração que simplesmente não vem.
Na cabeça, memórias de filmes e livros, de contos e de sonhos, coisas e imagens demais pra tentar colocar em alguma ordem ou pensamento consciente e organizado.
Uma casa que precisa de alguma arrumação, roupas que precisam secar mas não secam, uma vontade de sabe-se lá de quê. Um silêncio interior que conforta, uma paz interna que aconchega, uma saudade grande de pessoas queridas.
Saudade grande, mas saudade boa. Que trás lembranças doces que são como abraços. Lembranças de risadas, conversas, cafés e almoços. Casamentos, danças e do compartilhar de sofrimentos e tristezas. Sensação boa a de saber presentes ou ausentes, a certeza de estar só e nem por isso sozinha.
Mais que isso, é a sabedoria de cada momento vivido e vivido com verdade, com presença absoluta do corpo, da alma e do coração. A vontade de transmitir essa verdade, a de que a saudade é como a lareira que aquece o inverno que chega.
Talvez eu nunca tenha estado tão longe, e ao mesmo tempo, nunca tenha estado tão perto.
Estou suficientemente perto para inclusive, dar e sentir um abraço, estou dando o abraço, sentindo o abraço mesmo agora. E o que é o amor, senão isso?
(Saudades de vocês!)
2 de out. de 2010
Espelho
E ao olhar no espelho, percebeu que era gente, que era carne, osso, virtudes e defeitos. Percebeu que usava roupas, e vestia-se de atitudes e conceitos.
Percebeu que sendo gente, era também sentimentos e razões. Viu que era tanto grande quanto pequena, e que também possuía casca.
Reconheceu que era quem era, e que ser quem se é não é tarefa fácil, mas possível. Porque não é preciso sorrir sempre, às vezes chorar também é importante. Nem ser forte sempre, porque existe grande força nas fraquezas.
Olhou-se no espelho, e atrás do reflexo visto, viu também inúmeros rostos, rostos que olham por sobre seus ombros na imagem refletida – e que ajudavam a compor a imagem que então via.
Ao olhar os reflexos dos rostos e o de si, sorriu, sorriu com satisfação. Ainda mais que isso, sorriu com gratidão. Era seu reflexo, sua história, e era também as pessoas em seu coração.
Percebeu que sendo gente, era também sentimentos e razões. Viu que era tanto grande quanto pequena, e que também possuía casca.
Reconheceu que era quem era, e que ser quem se é não é tarefa fácil, mas possível. Porque não é preciso sorrir sempre, às vezes chorar também é importante. Nem ser forte sempre, porque existe grande força nas fraquezas.
Olhou-se no espelho, e atrás do reflexo visto, viu também inúmeros rostos, rostos que olham por sobre seus ombros na imagem refletida – e que ajudavam a compor a imagem que então via.
Ao olhar os reflexos dos rostos e o de si, sorriu, sorriu com satisfação. Ainda mais que isso, sorriu com gratidão. Era seu reflexo, sua história, e era também as pessoas em seu coração.
30 de set. de 2010
O Por quê deste Blog:
Porque as coisas são como são, e porque a realidade de cada um é aquela que cada um escolhe.
Divagações
Nossa vida pertence apenas a nós mesmos, e a única pessoa que irá um dia responder por ela somos nós. Assim como a vida de uma outra pessoa pertence apenas à ela e não a nós. É fácil sermos o mais “bonitinho”, o mais “certinho”, o mais “normal”. Difícil é assumirmos que nem sempre somos assim, e que as vezes as coisas que queremos é diferente daquilo que teoricamente, deveríamos querer.
Assumir essas diferenças é mais do que nos assumirmos como somos, é pegarmos para nós a responsabilidade de nossas ações, independente do quanto isso possa ser compreendido ou não pelas outras pessoas.
Um erro que muitas vezes a gente comete injustamente, é nos acharmos capazes de formar uma opinião sobre uma atitude de uma pessoa. O que sabemos para formarmos essa opinião? Conhecemos assim tão bem a história da vida dessa pessoa? Conhecemos assim tão bem as fraquezas que essa pessoa tem e as motivações que essa pessoa teve?
Como é fácil formarmos uma opinião e um julgamento! E como somos injustos ao fazermos isso! Não sabemos das dores e alegrias de ninguém, não importa o quão próximos sejamos de alguém. Temos a mania de acharmos que sabemos tudo, que somos capazes de fazer julgamentos imparciais, quando na verdade estamos fazendo juízo de valores, e valores que nunca serão iguais aos nossos.
Não importa o quanto possamos saber da vida ou de nós mesmos, não sabemos nem nunca saberemos tudo a respeito de outra pessoa, e aceitarmos uma pessoa com todas as características (defeitos, virtudes e comportamentos) que aquela pessoa tem é o respeito que todo ser humano merece.
É muito fácil nos sentirmos ofendidos, magoados ou ressentidos com alguém, o difícil é percebermos que a pessoa pode não ter tido nenhuma intenção de nos atingir, pode nem mesmo ter pensado em nós, e ter agido de acordo com ela mesma. Nós tornamos coisas pessoais quando nem sempre as coisas tem relação conosco. Queremos acreditar que somos a causa de comportamentos de outras pessoas, quando na verdade, a maior causa para uma pessoa ter ou não uma atitude é a própria pessoa.
Assumir essas diferenças é mais do que nos assumirmos como somos, é pegarmos para nós a responsabilidade de nossas ações, independente do quanto isso possa ser compreendido ou não pelas outras pessoas.
Um erro que muitas vezes a gente comete injustamente, é nos acharmos capazes de formar uma opinião sobre uma atitude de uma pessoa. O que sabemos para formarmos essa opinião? Conhecemos assim tão bem a história da vida dessa pessoa? Conhecemos assim tão bem as fraquezas que essa pessoa tem e as motivações que essa pessoa teve?
Como é fácil formarmos uma opinião e um julgamento! E como somos injustos ao fazermos isso! Não sabemos das dores e alegrias de ninguém, não importa o quão próximos sejamos de alguém. Temos a mania de acharmos que sabemos tudo, que somos capazes de fazer julgamentos imparciais, quando na verdade estamos fazendo juízo de valores, e valores que nunca serão iguais aos nossos.
Não importa o quanto possamos saber da vida ou de nós mesmos, não sabemos nem nunca saberemos tudo a respeito de outra pessoa, e aceitarmos uma pessoa com todas as características (defeitos, virtudes e comportamentos) que aquela pessoa tem é o respeito que todo ser humano merece.
É muito fácil nos sentirmos ofendidos, magoados ou ressentidos com alguém, o difícil é percebermos que a pessoa pode não ter tido nenhuma intenção de nos atingir, pode nem mesmo ter pensado em nós, e ter agido de acordo com ela mesma. Nós tornamos coisas pessoais quando nem sempre as coisas tem relação conosco. Queremos acreditar que somos a causa de comportamentos de outras pessoas, quando na verdade, a maior causa para uma pessoa ter ou não uma atitude é a própria pessoa.
Raízes
Deixa-me perder em meus pensamentos um pouco, e me permitir sonhar quando eu sei que não deveria. Deixa-me tirar meus pés do chão e voar, mesmo quando sei que voltar ao chão me fará quebrar meus ossos, mas meu coração precisa desse vôo, minha alma precisa desse respiro, desse levitar das batidas do meu peito. Não importa o quão cinza seja a realidade quando abro minha janela, nem quantas histórias deixaram de ter o final feliz que eu gostaria, não importa quantas vezes a fé foi abalada ou os contos de fadas ficaram interrompidos com reticências e sem o viveram felizes para sempre. É quando sento e fecho meus olhos que vejo voar minha alma e minhas esperanças, é quando sinto todo o amor pelo mundo inteiro a bater com as batidas do meu coração, é quando a lembrança de olhares doces e sorrisos plenos me invadem, e sou feliz. Se é uma felicidade que jamais alcançarei na realidade dos meus dias não me importa, porque ao me permitir sonhar posso viver tudo aquilo que eu quiser. Não importa o quanto seja difícil, eu enxergo minhas fraquezas e covardias, enxergo meus medos e vejo tudo que tanto me custa. Mas não me custa nada, absolutamente nada sonhar e inventar na minha cabeça as histórias e finais que eu bem entender. Não me importa nada, nada, nada se eu em meu pensamento sou capaz de voar e chegar aonde eu bem entender. Se eu fosse mais racional, eu saberia que não poderia deixar-me levar. Se eu fosse mais racional, perceberia que sem quem olhasse por mim, posso me perder em qualquer esquina ou em qualquer situação, posso acabar sentada em uma calçada qualquer esperando por algum milagre ou por alguma doação, posso acabar de qualquer maneira, porque nunca fui boa em tomar conta de mim mesma, nunca me importei muito com isso, nem sei mais lidar com as coisas que antes eu sabia. Eu já soube ser suficientemente dura e fria, já soube viver entre leões e defender com os dentes meus pedaços de carne, já soube passar por cima de conceitos e lidar com um mundo selvagem, soube o suficiente para saber que não me importo mais. E eu sei que se não houver quem olhe por mim, as coisas podem realmente acabar mal, mas também pode ser que eu encontre alguma forma de equilíbrio em tudo isso. Eu não sei viver sem ouvir meu coração, e essa é a minha verdade. Eu não sei viver sem ouvir cada sussurro e cada batida do meu peito, e minha verdade pura e simples é essa. Foi difícil perceber que eu era alguém para agradar aos outros e não eu mesma, foi difícil reconhecer que é mais fácil ser alguém para ser aceita do que ser quem realmente se é, e não tenho intenção alguma de dar passos para trás tendo chegado aonde eu cheguei. E por melhor que seja qualquer coisa, há a verdade e essa não é negociável. Uma teimosia, uma certeza e uma convicção. Sim, eu reconheço que os dias são mais fáceis aqui. Reconheço que a vida aqui está pronta, e que tudo é muito mais simples, reconheço e também reconheço que não me sinto mais como eu me senti um dia, quando tudo isso já foi parte de mim. Não é mais. Talvez um dia pudesse voltar a ser, mas eu olhei através da fechadura uma outra vida, uma outra possibilidade, e deu vontade de experimentar... uma tolice, talvez, como uma criança que deseja experimentar um pirulito quando tem uma bala na boca... talvez... eu me questionei demais, e me perdi demais em questões que acabaram por me levar a raiz de mim mesma, quando consegui voltar ao que era minha vida, ao que era a essência de mim. E tantos caminhos percorridos por mais tenebrosos, fáceis ou difíceis que tenham sido me fizeram ver e perceber as coisas de uma outra forma. Não sou mais a pessoa que eu era, e de uma certa maneira, sou mais a pessoa que sempre fui. Não é uma ilusão ou um sonho, é uma vontade de simplesmente ser, e ser aqui é difícil, é quase impossível, porque existem paredes a minha volta, existe uma jaula de grades invisíveis. Talvez essa jaula exista só dentro da minha imaginação, mas está ali. E aqui não sou eu, sou uma coisa feita para agradar e não machucar, não ofender, aqui sou uma invenção de mim mesma e não eu. E ao olhar nos olhos das pessoas percebi que as pessoas não sabem mais quem eu sou, e que nem eu sei mais como devo ser. Queria conseguir acreditar que existe uma alternativa intermediária e que assim todos os problemas teriam uma solução, mas aprendi a ver as coisas com as sombras que elas tem, e não dá para achar que tudo é lindo e pleno e que não existem altos e baixos. Existem. E sim, eu sei que fico olhando para os lados pensando aonde posso então fixar meu olhar para encontrar o apoio que eu gostaria, e me encostar aonde pode existir alguma sustentação, mas de repente eu me percebo fazendo isso, tentando fazer isso, e não quero mais, não faço mais, não quero acomodação. Achei que faria, e não faço. Percebo que sou capaz de não fazer. Percebo que as coisas são realmente boas por aqui, e também que não sou eu, estou vazia de mim.
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