Não ao ponto de fazer desabar (ou abrir) alguma porta, mas totalmente à ponto de partir a cabeça.
Um lampejo repentino me veio há pouco... sobre as portas que eu não vi.
Passei por elas, elas passaram por mim, algumas estiveram mais tempo à espreita, mais constantes - e invisíveis...
Com a minha pressa de chegar (onde?), mergulhei vezes sem conta o crânio contra a madeira, sem notar a brisa que soprava pelas portas (portões?) escancarados ao lado - impossíveis de enxergar de olhos fechados e com a testa partida.
E talvez, tão longo tenha sido o tempo de cicatrizar os ossos quebrados na minha cabeça, que outras paredes sustentem agora as passagens antes abertas, e nada seria mais certo, mais justo.
Eu não demorei tempo demais para tentar, não demorei tempo demais para experimentar ou arriscar, eu demorei tempo demais para ver.
Nunca será o mesmo experimentar ou vivenciar aquilo que se "tenta", do que aquilo que de facto estamos a (com consciência), ver.
Pode ser um grande filme da minha cabeça (cabeças rachadas são assim), mas quem dera ter trocado de portas quando me veio a chave à mão pela primeira vez... Era uma chave? Foi sempre uma chave? O tempo passado me obscurece as lembranças, e é difícil ver agora o que antes, quando eu de facto ainda estava ali, não vi.
Não vi a compatibilidade óbvia e superior? Não vi a empatia imediata e interesse mútuo, cuidadoso e inegável?
Ou agora vejo o que nunca esteve lá para ver? Naaaa.... estava. Esteve. Sempre...
Não sei.
Talvez seja uma porta já aberta desde sempre. Talvez seja um buraco. Talvez seja meu crânio rachado a se manifestar.
Ou então talvez... seja mais uma volta na espiral ascendente do tempo a nos dar mais uma chance.
Nenhum comentário:
Postar um comentário